RUSSOS BUSCAM PARCERIAS COMERCIAIS NO ESTADO
COMÉRCIO EXTERIOR
Russos buscam parcerias comerciais no Estado
A meta é formar joint-ventures com grupos gaúchos
nas áreas de alta tecnologia e no setor industrial,
além de participar de projetos de infra-estrutura
(Porto Alegre-RS, 12 de abril de 2007) - A Rússia
pretende ampliar em mais de 100% os negócios com o
Brasil até 2010, partindo dos atuais US$ 5 bilhões
(Rússia exportou US$ 1 bilhão e importou US$
4 bilhões, em 2006), atingindo os US$ 10 bi. A informação
foi passada pelo chefe da Missão Comercial da Rússia
no Brasil, Sergey Loginov, que foi o palestrante da reunião-almoço
promovida em conjunto pela Federação das Associações
Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul)
e a Câmara de Fomento das Relações Brasil/Rússia,
com apoio do Consulado da Rússia no Estado. Ele abordou
como tema: “As Relações Comerciais Brasil/Rússia
Caminhos e Oportunidades”.
- Estamos mantendo contatos com alguns grupos gaúchos
e as tratativas são promissoras, devendo haver novidades
em breve. Em outro flanco, pretendemos oferecer ao governo
estadual projetos comuns para o setor de infra-estrutura -
afirmou, sem detalhar que tipo de negócios e o quanto
de investimentos envolveria.
Importadores de carne suína, bovina e fertilizantes
do Rio Grande do Sul, os russos pretendem formar joint ventures
no setor industrial, mais especificamente no segmento automotivo,
combustíveis (gás) e alta tecnologia, além
de repassar o know how em projetos de infra-estrutura. Sergey
Loginov revelou que o país do Leste Europeu está
fechando a venda de 30 helicópteros e hidroaviões
com um grupo do Sudeste e pretende exportar tecnologia de
aviação e componentes da indústria bélica.
Em 2006 o Rio Grande do Sul exportou US$ 750,3 milhões
para a Rússia, um crescimento de 147.9% em relação
ao volume transacionado em 2005 (US$ 302,9 milhões).
Neste mesmo período importou US$ 88,2 milhões,
um crescimento de 93,8% (US$ 45,5 milhões apurados
em 2005). Entre os principais produtos exportados para a Rússia:
carnes de suíno (53,9%), carne desossada de bovino
(16,2% e carcaças e meias-carcaças de suínos
(11,56%). Já com relação aos importados,
os destaques são: cloretos de potássio (29,12%),
didrogeno-ortofosfato de amônio (25,15%) e uréia
com teor de nitrogênio (24,76%).

ABERTURA DO CICLO DE REUNIÕES DA CÂMARA EM
PARCERIA COM A FEDERASUL COM PALESTRA DO CHEFE DA MISSÃO
COMERCIAL DA RÚSSIA NO BRASIL SR. SERGEY LOGINOV
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